domingo, 15 de fevereiro de 2009

Missô, orgânicos e meio ambiente.

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A vó Shigueno fazia missô. Ela plantava e nunca utilizava agrotóxicos,
ela não chegu a se envolver com plantações em larga escala.
Tinha uma horta em Santa Fé do Sul, plantava para vender para o mercado Morimoto.
O meu pai José, ele sim, planta em larga escala.
Planta e colhe para sustentar o seu empreendimento, pratica monocultura.
O problema da monocultura, ou um dos, são as pragas. E é aí que entra os agrotóxicos, que é um outro problema. Enfim, para se livrar de um problema criava-se um outro problema, esta situação perdurou por um bom tempo no século passado.
Quer dizer, perdurou não, ainda persiste pois ainda se pratica a monocultura e o uso dos agrotóxicos. Uma das reações decorrentes dos problemas que os agrotóxicos trouxeram para o meio ambiente foram os orgânicos. Abaixo um link como ilustração do que disse acima:-
http://www.namaste.ind.br/
A vovó nunca me falou dessas cousas. Agrotóxicos era algo que não existia no mundo dela, tampoco os orgânicos, mas fazia missô.
Missô é monocultura... bacteriana.
Existe todo um procedimento para fazer a cultura bacteriana inicial, utiliza-se arroz.
Introduz-se então esta cultura inicial na soja cozida e moida, cria-se então aí uma monocultura bacteriana.
O aspécto desta monocultura é o de uma pasta que conhecemos pelo nome de missô.
Pelo que eu saiba esta monocultura não produz dano algum para o meio ambiente, não polui.
Como a base desta cultura é a soja cozida e moida, então seria uma monocultura orgânica. Quer dizer, estaríamos então cultivando bactérias para o nosso consumo. Um disparate.
O que está ocorrendo aí é que bactérias digerem a soja, transformando-a numa fonte de alimentação humana. Vovó sabia utilizar essas bactérias em Santa Fé do Sul.
Este processo de bio-digestão ocorre continuamente na natureza, nos 365 dias do ano.
Cultura orgânica, poder-se-ia dizer.
Os orgânicos do Namaste são os vegetais.
No missô da vó os orgânicos são as bactérias.
De um lado temos a cultura vegetal e, de outro, cultura bacteriana, a base de apôio é a mesma ou matérias orgânica.
Portanto, a partir de matérias orgânicas temos os orgânicos... acompanhem agora a lógica abaixo.
Os vegetarianos consomem vegetais além de, eventualmente, missô, então os vegetarianos são orgânicos... e se todos os vegetais, bactérias e homens - e outros bichos mais - forem orgânicos... teremos então um meio ambiente saudável, livre de poluição ambiental...
Será? Se não fôr assim aonde está o êrro?
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Aquarismo, filtro mecânico e técnica de manutenção.

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Estava agora pouco na Ocan processando matéria orgânica e aí percebi respingos de água no solo. Observo atentamente e vejo que vinha do filtro mecânico do Acqua.
- Neste ritmo até amanhã os kinguios ficarão sem água. - pensei comigo mesmo.
Tomo as devidas providências.
Limpo o ralo do filtro utilizando a escôva da YT-800 - eYT -, um processador de alimentos da Yamazen. Folhas de elódea estavam obstruindo o ralo do filtro e o mesmo estava transbordando.
Era o seu transbordamento que estava provocando os respingos.
Pego a eYT e raspo o ralo, folhas de elódea e partículas de matéria orgânica quase no estágio final de digestão grudam nas cerdas da escôva. Golpeio o cabo da escôva limpando as cerdas.
A operação é simples.
Raspo o ralo com a eYT, folhas e partículas grudam nas cerdas.
Golpeio a eYT, as cerdas vibram e o que estava grudado cae no chão, uma vez no solo passará por um outro processo de digestão. Repito a operação inúmeras vêzes.
Um dos mais sérios problemas do Acqua sempre foi vazamento de água. Quer dizer, na verdade o vazamento em si nunca foi problemático, uma vez que o nível de água desce somente até o nível da bomba de água. Como a bomba fica suspensa ela não chega esgotar o tanque de água, ficando um nível de água suficiente para os kinguios. O problema ocorre com o superaquecimento do aquecedor e, como consequência, o rompimento do invólucro da resistência. E aí a resistência entra diretamente em contato com a água, ocorre então o curto e, com ela, a eletrificação do tanque.
O vovô Kozo e o Hiroiti nunca tiveram este tipo de problema.
Bom... em primeiro lugar é porque eles nunca utilizaram aqueçedores nos seus aquários.
E, em segundo lugar, jamais vi bombas de água de forma que o máximo vazamento que enfrentaram foi nas juntas entre a armação de metal e vidro, fixadas com massa de vidraceiro.
O vô Kozo nem isso uma vez que os seus aquários, recordo de dois deles, eram de concreto armado.
Como o Acqua é um sistema relativamente complexo um dos meus problemas com ele foi com vazamentos.
A minha última providência para eliminar o problema foi expor o ralo, anteriormente mantido sob as camadas do filtro mecânico. Com a exposição pude começar a fazer desubstruções periódicas. A manutenção do sistema, da maneira como foi mostrado anteriormente, ficou mais eficiente.
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