segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Poema ¨On The Road, Muro, Geração¨

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Amigos, o poema ¨On The Road, Muro, Geração¨ foi enviado para amigos orkut e
publicado no wordpress.
Idem com o anterior ¨Muro de BerlYm, muro e homens¨.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Yukio Hatoyama e o Bolo

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Acho imprecisa a leitura da imprensa.
Foram, em primeiro lugar, 54 anos de expansão. Tendo os EUA como principal parceiro político, satelitizando os países europeus e os do terceiro mundo. Mais recentemente os asiáticos ou os tigres asiáticos.
Isso gerou uma classe média larga e a questão não é devemos agora dividir mais o bolo enquanto ele cresce - isso é o que está sendo dito - simplesmente porque já houve a divisão.
As corporações cresceram mais do que seus membros?
Houve pelo menos dois períodos de crescimento extraordinário, o bolo da bolha econômica japonesa e o da subprime americana. Quem no caso, seja particular ou não, corporativo ou não, multinacional ou não etc amealhou dividendos ou não, não irá conseguir mais, pelo menos não das duas referidas bolhas... elas já se foram.
A questão é que o bolo parou de crescer e não existe segredo ou mágica nisso.
A questão é produzir e distribuir a produção e isso num mundo, sabemos, carente... existe a fome e a miséria... porque razão o bolo parou de crescer? Se sempre existiu a produção e distribuição, dentro de um certo nível e dinâmica acontecia, o problema não é com a produção e distribuição em si. Era o como essas cousas eram feitas.
As corporações cresceram mais do que seus membros?
Mentiu-se muito no século passado:- comércio armamentista, o mundo das fantasias no mercado imobiliário, enfim, a crença desmedida no homem e sua integridade. Parte razoável do poder produtivo e de distribuição se assentou nisso, tanto que no vácuo disso tudo surgiram cérebros como Foucault, Derrida, Baudrillard etc que se posicionaram contra todas essas cousas.
Bolo?
No fundo defesa do ¨meu e nosso¨ bolo... à parte a fome, a miséria, a natureza e os grandes cérebros. Popular foram os ídolos do cinema, do rádio e da televisão, em detrimento de Derrida etc... e, bom, esta situação ainda continua...
Bolo?
As multinacionais, os empreendimentos particulares e os gerenciados pelo poder de estado etc cresceram mais do que seu membros? Estou repetindo essa questão por achar importante.
Alguém ainda acredita no socialismo, liberalismo, democracia? Eu não, não isoladamente ou algo do tipo ¨Tudo pela democracia!¨, ¨Liberalismo! Liberalismo!¨, ¨Sou pelo social!¨ bobagens. Estas questões estão ultrapassadas, basta observar os frágeis amontoados de siglas de partidos políticos da atualidade. Tudo muito amorfo, nada nítido, às vêzes combinações das várias já desenvolvidas.
Bolo?
Herdamos essa civilização que está aí, que está pecando mortalmente contra a natureza. E ela foi desenvolvida acreditando demasiadamente na integridade humana. Dividir mais o bolo ou mudar a maneira como se faz a divisão? Vamos olhar para a maneira como o bolo foi dividido nas duas bolhas, para não repetirmos os êrros do passado.
Agora no cenário a América Latina....
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domingo, 20 de setembro de 2009

O NOME DA ROSA

Nomes que nos defina? Dentro dos limites.

A gente pode abrir mãos de algum deles.

Por exemplo sou seu amigo.

Amigo e não ficamos restrito a isso.

Por exemplo, trocamos idéias ou não ficamos

restritos ao ato de sermos amigos.

De maneira que é possível abrir mão de alguns nomes.

Alguns, não muitos.



Não vamos nos sujeitar às palavras, aos nomes ou

a gente tem a liberdade de nomear,

procurando não sermos sufocados por esta liberdade.



É que quanto mais nomes dermos às coisas,

mais definições dermos à elas, mais nos prendemos.

Isso acontece quando essa nossa liberdade,

se chocando com a dos outros,

se transforma em prisão.



Não estou dizendo nada novo,

a exemplo do desenvolvimento da Pós Modernidade.

Parte dele se centrou nessas idéias.

Agora, com o tempo a própria Pós Modernidade acabou virando

um nome, uma prisão.

Coisa maluca, não é não?



Vamos então restaurar o discurso Pós Moderno?

Com isso é possível ir deveras longe!

Fui!

* Mensagem enviada para amigos Orkut - 21 de setembro de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

VIDA - O INUSITADO

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Aconteceu o inusitado no Wind.
Percebi que os Medaka´s voltaram a se reproduzir.
Foi uma agradável surpresa pois isso deixara de acontecer e eu não sei porquê.
Assim como também não sei o porquê desse retôrno.
Eu normalmente não procuro controlar as cousas no meu entorno.
O inusitado acontece ou pode acontecer e é o que dá o algo a mais, o sabor da vida.
Como é o caso deste retôrno, um update inusitado.
Eu vou procurar encontrar uma resposta para isso...
Porquê?
Faz parte.
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sábado, 13 de junho de 2009

Mensagem Orkut

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SÃO PAULO, CONHECIMENTO, VOVÓ SHIGUENO E ESPORADICAMENTE JOSÉ
- década de 60 e 70 ... -

Em algum dia nosso qualquer lá, bem lá atrás,
papai e mamãe nos lançou para a vida.
Este dia não existiu para nós,
simplesmente porque não entendíamos assim
ou que estávamos sendo lançados.

Nós é que estávamos indo,
éramos os bandeirantes.
Os heróis dos nossos tempos,
dos nossos momentos agora perdidos no passado.

Sei agora porque vovó disse simplesmente... vá.
Era o tudo que deveria ser realmente dito
naquele momento.
Outras palavras mais seriam a mais.
¨Vá, estarei onde sempre estive.
Ao seu lado, à sua espera.¨

Fomos lançamos no mundo assim,
num sublime ato de doação,
cheio de lágrimas, temor e incertezas.

Me lançando a vovó estava, na verdade,
recorrendo a si mesma.

¨Vovó, José, Ocan, arigatou-nê!¨
Agora sei, vocês sabiam que tinha que ser assim.
Não poderia ser de outra maneira.
Reconheço, obrigado por tudo,
pela validade dos nossos tempos
e momentos.

Taninaga

Obs.:- O texto acima é resultado de um anterior, enviado para amigos orkut.
Existem menções à estrutura narrativa do filme ¨Tókio Tower, Mom & Me, and sometimes Dad¨ ou ¨Tókio Tower, ocan to bocu, tokidoki oton.¨
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Torre de Tokyo, o filme.

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FILME

Tokyo Tower: Mom & Me, and Sometimes Dad.
Tôkyô Tawâ: Okan to boku to, tokidoki, oton (2007).
Tokyo Tower: mamãe, eu e de vez em quando papai.
Sochiku, Nippon Television Network Corporation.
Produtor Miyoshi Kikuchi
Produtores Executivo Seiji Okuda, Shigehiro Nakagawa, Sun Chiapang.
Direção de Joji Matsuoka.
Baseado na autobiografia de Lily Franky.


Na foto abaixo e à direita Makun, Joe Odagiri, conduz a sua mãe.

Joe nascido em 16 de fevereiro de 1976 em Tsuyama, Okayama.

Fazia um bom tempo que Makun não tomava as mãos da sua mãe, o faz recordando uma cena parecida e ocorrida a mais de 30 anos atrás. Usava na ocasião um boné amarelo, calça curta e caminhava preocupado em não cair da linha férrea, acompanhando a sua mãe que o conduzia. Agora era ele quem a conduzia, numa aproximação pela adversidade, para o seu internamento hospitalar.

A Torre de Tókyo os uniu, algo que iniciara a muito tempo atrás, e agora servia de cenário onde ambos desempenhavam os seus papéis. A princípio de uma mãe preocupada com o filho e de um filho desconfiado que havia falhado em algum ponto com ela. Ponto este que nem ele mesmo não sabia o certo onde. Talvez a sua indolência ou o de não-se-estar-nem-aí-com-nada, com um dos ¨nada¨ sendo as economias materna. Desconfiança esta dirimida não diretamente pela mãe, mas pela namorada que lhe contou ter sua mãe segredado estar satisfeita com ele.


Que Makun havia, já no início das andanças por Tókyo, recompensado tudo que ela havia feito por ele. E estava contente com o yasashisa do filho, pois entendia que Makun poderia ter se perdido na fria, gélida e dura concretude de Tókyo. De um outrora e mimado filho, de uma certa forma frágil, depois de mais de 15 anos encontrou um filho carinhoso, talentoso e bom de coração.
¨Okan, arigatou-ne!¨ - Makun. Esta é, na verdade, uma frase de Nakagawa ou o do Makun adulto. De um filho que havia reconstruido a história da mãe e reconhecido a importância e relevância do seu papel.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Tokyo Tower: Mom & Me, and Sometimes Dad.

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FILME

Assisti o filme Tokyo Tower no dia 7 de junho de 2009, domingo.

Tokyo Tower: Mom & Me, and Sometimes Dad.
Em japonês Tokyo Tower: okan to boku to tokidoki oton.
Traduzindo
Mom ou okan, mamãe,
Me ou boku, eu e esporadicamente
Dad ou oton, papai.
Sochiku

Tókyo Tower, Makun to okan.

É um drama familiar envolvendo o Makun, sua mãe e pai.
Drama centrada na relação mãe e o talento de Makun, com intervenções esporádicas do pai. Termina com a partida da mãe, rodeada de amigos, do filho e marido e em Tókyo.
São, do que pude notar na película e à primeira vista, dois os pontos básicos da trajetória de Makun. O primeiro ponto é o seu talento e o segundo a sua indolência. Demonstrou inúmeras vêzes a sua resistência em relação à vida, a indolência viria daí. Hesitava nas suas ações, a inadimplencia econômica era a sua invariável companheira.
A sua mãe foi fundamental no seu período de formação, de hesitações.
São mostrado flashes da transformação econômica japonesa: mostrando imagens da Torre de Tókyo ou ela no início da sua construção - numa foto o Nakagawa pai posa na frente dela com um violão -, num outro momento ela construida, em outros servindo de pano de fundo para o drama.
Existe um contraponto notável entre ela e o Entetsu, chaminé, que é uma outra imagem apresentada recursivamente no filme. Entetsu como símbolo da modernização econômica japonêsa.
Entetsu, uma estutura material, moderna, modernização, modernidade ou moderna idade.
Torre de Tókyo, uma estrutura metálica, igualmente material, mas ligada à mas-media nipônica, pós-modernidade: daí a contraposição.
O ¨mas¨ fica por conta do Makun tendo que, digamos, se encontrar em algum ponto entre ou então no entorno destes dois lugares.
Espaços da matéria, seja na forma da Torre ou do Entetsu, base da trama, do drama, das luzes de uma metrópole dinâmica, vibrante, ofuscante da tôrre ou do espaço noturno de Tókyo. De forma que para mim são dois os pontos, por sinal notados intuitivamente pelos Nakagawa. Primeiro do espaço material, da matéria, e o segundo em formação, um tanto quanto etérea como a diáfana Tókyo Night Tower imaterial, das ilustrações dos Nakagawa, de Makun, que foi o espaço onde ele acabou conseguindo se justificar.
Afinal ele tinha talento.
Apesar de tudo girar no entorno de Makun e sua mãe, eles não se distanciaram das origens familires comum ou Kita Kyushu, Kokura, deslocado do centro civilizatório, origens esta mantida pelo Nakagawa pai. Não se distanciaram mas, ao mesmo tempo, o espaço imaterial sempre os acompanhou, seja ela na forma de letras - um dos primeiros frutos de Makun foi um livro -, de sons - Makun trabalhou no rádio -, e imagens na forma de ilustração. Movimento este equivalente a da vó Shigueno.
Foi equivalente e não igual, a começar pela época.
O ano de 1929 foi fundamental para vovó, lhe sugerindo a Terra Basil. Depois disso Santa Fé, de onde então surgiu São Paulo. Para os Nakagawa a Torre de Tókio, sugerida em 1966, apontando para Tókyo, as suas gentes e seus lugares.
Torre como cenário de fundo tendo em primeiro plano os Nakagawas, com eles o brilho da torre, do navio de brinquedo e do butsuzo-ê. Todos estes elementos estiveram presentes nos vários momentos da vida de Makun, assim como dos Nakagawa.
De forma que a transformação do indolente Makun para um Nakagawa demandou tempo. Tanto que aos trinta anos ele ainda requeria a guarda materna. Um pai na forma de luzes, mas indissoluvelmente ligado ao passado: para ele Tokyo devia ser esporádico, como se a cidade não lhe convencesse e tivesse apenas um valor de uso. Makun tinha também este lado do pai, para eles o fixo era, para todos os efeitos, Kokura e as ilustrações atestam isso.
Não é por acaso que o butsuzô-e, uma das ilustrações do pai, permanecia sempre inacabado. Butsuzô-e, butsuzô, butsu, buda, iluminação, enlightenment e essas cousas tinham importância para os Nakagawa e Tókyo?
No final o filho cobra do pai o butsuzô-e, como se Tókyo ainda não estivesse lhe convencendo.
O pai lhe responde que, terminado, lhe enviaria.
Assim como o ponto de partida dos Nakagawa era a parte sul do arquipélado, distante do centro civilizatório ou Tokyo, para a vó Shigueno era a mesma cousa. No caso da vó o retôrno era sempre para Toyoura, início de tudo, o seu eterno ponto de partida.
Torre de Tokyo esporadica para o Nakagawa pai, mas fundamentalmente Tókyo Night Tower para Makun. Por ser espaço da luz, da imaginação, das imagens em ação, que foi para onde, impulsionado pela necessidade e facilitado pelo talento convergiu.
De Makun para Nakagawa, desenvolvimento acompanhado pela Ocan, uma tragetória desaguada no alvorecer de um novo ciclo, como sugeriu o final do drama.
No fundo Makun, personagem ao mesmo tempo central como intermediário, ressente a incompletude proporcionado pelos seus. A tôrre, o entetsu, o butsuzô-e do oton, as demolidoras lógicas das transformações nipônica das décadas de 60, 70 e 80, capturadas pela ocan, fôra sempre um desafio para Makun, solucionado no alvorecer na tôrre.

¨Ocan, hoje o tempo está bom! Não?¨
¨Ocan, arigatou!¨
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

YMO, beat e beatnik.

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GERAÇÃO BEAT

Ouço o Álbum ¨Exitentialist a Go Go The Beatniks¨, assinado por Yukihiro Takahashi e Keiichi Suzuki. Exitentialist sem o ¨s¨ como fez questão de ressaltar Takahashi.
Arranjos de Ryuichi Sakamoto.

http://en.wikipedia.org/wiki/Ryuichi_Sakamoto

As referências à fase YMO são claras, composições gostosas de ouvir.
Mais informações no link abaixo.

http://www.amazon.com/Exitentialism-Beatniks/dp/B000006ZAO

Cabelos longos, rebeldia,
antiga e nova referência contra o sistema.
Contra e cada um à sua maneira como o Djalma, citado em um outro local.
Cabelos longos, pés na terra, natureza e afastamento,
imersão.
Fiquei um bom tempo cuidando da Ocan.
O tempo não estava bom, ventava, mas mesmo assim fiz o meu
retôrno ao sistema, à auto sustentabilidade sistêmica.
À auto sustentabilidade sistêmica da Ocan,
para garantir o próximo ciclo, as sementes, de 2009.
Por onde anda o Djalma?
Esteja onde estiver que Deus esteja com ele.
Existência e essência?
Bom, o Djalma era um dos que mais me acompanhou na década de 80,
na época eu tinha um pé no sistema e outro fora.
E em 92, quando o Djalma havia virado um engravatado,
dei um pulo e cai com os dois pés fora do sistema:-
essência e existencialmente.
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domingo, 5 de abril de 2009

ENSO no 100 Anos da Imigração.

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ENSO, CÍRCULO, Bamboo Enso de Deiryu.

Fazer um círculo com um compassou ou gabarito é relativamente fácil.
Nos meus tempos escolar eu gostava dos gabaritos,
tinha vários deles.
Com um gabarito é fácil fazer um círculo, o difícil é fazer um a mão livre.
Fazendo uma busca na net encontrei inúmeros, alguns deles postado no flikcr
a exemplo do James Jared Taylor.
http://paperkimono.com/
Um dos enso que achei simpático é o Bamboo Enso de Deiryu.
http://www.zenpaintings.com/artist-deiryu.htm
Só de olhar dá para perceber o que aconteceu.
Deiryu utilizou um pincel e não um gabarito.
Saiu perfeito.
Feito num só golpe, seria impossível fazer parando no meio do caminho.
Parando deixaria marcas.
De maneira que um Enso é possível num só golpe.
A mão livre, sem gabarito,
apôio, nada,
mão, pincel e pincelada.
Finalizando, Deiryu desenhou um simpático bambu no interior do círculo.
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domingo, 1 de março de 2009

Panorama da cidade de TOYOURA

Imagem panorâmica da cidade de Toyoura.

Posted by Picasa

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Missô, orgânicos e meio ambiente.

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A vó Shigueno fazia missô. Ela plantava e nunca utilizava agrotóxicos,
ela não chegu a se envolver com plantações em larga escala.
Tinha uma horta em Santa Fé do Sul, plantava para vender para o mercado Morimoto.
O meu pai José, ele sim, planta em larga escala.
Planta e colhe para sustentar o seu empreendimento, pratica monocultura.
O problema da monocultura, ou um dos, são as pragas. E é aí que entra os agrotóxicos, que é um outro problema. Enfim, para se livrar de um problema criava-se um outro problema, esta situação perdurou por um bom tempo no século passado.
Quer dizer, perdurou não, ainda persiste pois ainda se pratica a monocultura e o uso dos agrotóxicos. Uma das reações decorrentes dos problemas que os agrotóxicos trouxeram para o meio ambiente foram os orgânicos. Abaixo um link como ilustração do que disse acima:-
http://www.namaste.ind.br/
A vovó nunca me falou dessas cousas. Agrotóxicos era algo que não existia no mundo dela, tampoco os orgânicos, mas fazia missô.
Missô é monocultura... bacteriana.
Existe todo um procedimento para fazer a cultura bacteriana inicial, utiliza-se arroz.
Introduz-se então esta cultura inicial na soja cozida e moida, cria-se então aí uma monocultura bacteriana.
O aspécto desta monocultura é o de uma pasta que conhecemos pelo nome de missô.
Pelo que eu saiba esta monocultura não produz dano algum para o meio ambiente, não polui.
Como a base desta cultura é a soja cozida e moida, então seria uma monocultura orgânica. Quer dizer, estaríamos então cultivando bactérias para o nosso consumo. Um disparate.
O que está ocorrendo aí é que bactérias digerem a soja, transformando-a numa fonte de alimentação humana. Vovó sabia utilizar essas bactérias em Santa Fé do Sul.
Este processo de bio-digestão ocorre continuamente na natureza, nos 365 dias do ano.
Cultura orgânica, poder-se-ia dizer.
Os orgânicos do Namaste são os vegetais.
No missô da vó os orgânicos são as bactérias.
De um lado temos a cultura vegetal e, de outro, cultura bacteriana, a base de apôio é a mesma ou matérias orgânica.
Portanto, a partir de matérias orgânicas temos os orgânicos... acompanhem agora a lógica abaixo.
Os vegetarianos consomem vegetais além de, eventualmente, missô, então os vegetarianos são orgânicos... e se todos os vegetais, bactérias e homens - e outros bichos mais - forem orgânicos... teremos então um meio ambiente saudável, livre de poluição ambiental...
Será? Se não fôr assim aonde está o êrro?
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Aquarismo, filtro mecânico e técnica de manutenção.

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Estava agora pouco na Ocan processando matéria orgânica e aí percebi respingos de água no solo. Observo atentamente e vejo que vinha do filtro mecânico do Acqua.
- Neste ritmo até amanhã os kinguios ficarão sem água. - pensei comigo mesmo.
Tomo as devidas providências.
Limpo o ralo do filtro utilizando a escôva da YT-800 - eYT -, um processador de alimentos da Yamazen. Folhas de elódea estavam obstruindo o ralo do filtro e o mesmo estava transbordando.
Era o seu transbordamento que estava provocando os respingos.
Pego a eYT e raspo o ralo, folhas de elódea e partículas de matéria orgânica quase no estágio final de digestão grudam nas cerdas da escôva. Golpeio o cabo da escôva limpando as cerdas.
A operação é simples.
Raspo o ralo com a eYT, folhas e partículas grudam nas cerdas.
Golpeio a eYT, as cerdas vibram e o que estava grudado cae no chão, uma vez no solo passará por um outro processo de digestão. Repito a operação inúmeras vêzes.
Um dos mais sérios problemas do Acqua sempre foi vazamento de água. Quer dizer, na verdade o vazamento em si nunca foi problemático, uma vez que o nível de água desce somente até o nível da bomba de água. Como a bomba fica suspensa ela não chega esgotar o tanque de água, ficando um nível de água suficiente para os kinguios. O problema ocorre com o superaquecimento do aquecedor e, como consequência, o rompimento do invólucro da resistência. E aí a resistência entra diretamente em contato com a água, ocorre então o curto e, com ela, a eletrificação do tanque.
O vovô Kozo e o Hiroiti nunca tiveram este tipo de problema.
Bom... em primeiro lugar é porque eles nunca utilizaram aqueçedores nos seus aquários.
E, em segundo lugar, jamais vi bombas de água de forma que o máximo vazamento que enfrentaram foi nas juntas entre a armação de metal e vidro, fixadas com massa de vidraceiro.
O vô Kozo nem isso uma vez que os seus aquários, recordo de dois deles, eram de concreto armado.
Como o Acqua é um sistema relativamente complexo um dos meus problemas com ele foi com vazamentos.
A minha última providência para eliminar o problema foi expor o ralo, anteriormente mantido sob as camadas do filtro mecânico. Com a exposição pude começar a fazer desubstruções periódicas. A manutenção do sistema, da maneira como foi mostrado anteriormente, ficou mais eficiente.
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