terça-feira, 14 de outubro de 2008

VERBO, LETRA

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De onde vem a fala?
O verbo, o som, a letra, a linguagem?
Vem de fora?
Da terra, da água, do fogo ou do ar?
Ou de nenhum dos quatro?
Ou vem do ser humano?
É isso!
São elementos do ser humano.
Falar, escrever, ler, ouvir são particularidades humana.
Não vem de lugar algum, são elementos que integram o homem.
Daí o se falar no mundo humano,
dos homens ou das cousas que nos integra.
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Este poema foi enviado para amigos orkut,
no dia 14 de outubro de 2008 - terça-feira.
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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Tempo Natural e Sistêmico

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Me impressiona ver o ritmo da vida.
Chovia agora pouco.
Saiu o sol e chequei o Acqua.
A circulação da água estava lenta.

Ação: limpeza na bomba de água e tubulações.
A água passou a circular rapidamente.
O ganho a Vida,
vidas.

Em Toyoura a Shigueno vivia em um tempo cíclico.
Próximo das estações do ano, ou
um tempo natural.

Do natural de Toyoura para o do Acqua um salto.
Um tremendo salto,
sistêmico.

Tani
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

SÉCULO 20

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O século 20 foi nitidamente de transição.
Vovó Shigueno sentiu isso.
Percebeu,
mas passou por um período de glória.
Pessoa, individual e no final soube se retirar do cenário.
E nós, que vivemos as facilidades da era digital, não seremos
capazes de solucionar o seu legado?
O desafio é nosso, não mais dela e ela soube perceber isso.
Está aí.
Para todos.
E está aparentemente tudo na net...

Tani
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segunda-feira, 7 de abril de 2008

VIDA E COGNIÇÃO

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A Pós-modernidade caiu em um engôdo.
E a raiz do engôdo é escrever, falar, pensar...
ou seja o que fôr... separando vida da cognição.
Vida e cognição são indissociáveis.

Para mim a Pós-modernidade faz juz dela,
e falo isso pensando nos homens.
Ocorre que tem histórias e estórias envolvidas nisso,
algumas delas bela, outra não tão,
muitas delas valeria a pena serem resgatadas.

Do engôdo a queda.
A partir de então a Pós-modernidade virou ismo.
Na verdade é possível encontrar ismos aqui, ali, acolá
e não sou contra os ismos.
Pelo fato de muito dos ismos terem como raiz
da vida e cognição serem indissociáveis.

E fico maravilhado, atordoado até,
pelo fato da razão sobreviver aqui, ali e acolá.
Pelo fato de muitas cousas não estarem acima da razão,
mas na verdade se desenvolverem sob a égide da razão...

Tani
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

EM COMEMORAÇÃO AO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO

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A Editora Abril teve a feliz iniciativa de criar um site em Comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa. Soube do site por intermédio do arquiteto e escritor nikkei Silvio Sano, fiquei contente por isso.
Com certeza, é um acontecimento ímpar na net e na sua própria história. Perdoe-me a Abril por reproduzir abaixo um pedacinho do site, é somente para se ter uma idéia do que está ocorrendo naquele pequeno espaço virtual:

¨Centenário da Imigração Japonesa: 100 anos de histórias.
Em junho de 2008, a imigração japonesa no Brasil completará cem anos. A partir de 1908, esses trabalhadores trouxeram muitas contribuições para o País. Grandes datas como essas estão registradas na História. Mas por trás delas estão inúmeras histórias de vida que merecem ser resgatadas.
O site http://www.100anosjapaobrasil.com.br/, criado pela Editora Abril, tem como missão oferecer um espaço para contar as trajetórias pessoais dos imigrantes e de milhares de pessoas que, de alguma forma, foram tocadas pela chegada deles.
Um espaço que será uma rede virtual de histórias de vida, possível somente com os novos tempos da Internet.¨

E realmente espaços estão sendo criados, espaços ou sites. Tive a minha fase de e-mail, atualmente trabalho no orkut e neste blog e eu estava pensando em um site e, ao mesmo tempo, procurando uma forma de deixar a minha contribuição para esses 100 anos de Japão e Brasil. E aí apareceu este site da Abril ofereçendo um espaço.
- Bom, vai ser um trabalho a mais, mas eu já estava pensando num site mesmo... - pensei comigo mesmo. Depois de inúmeras trocas de e-mail com a jornalista da Editora Abril Nádia um novo e dedicado espaço foi então criado.
Reproduzo abaixo o trecho inicial da minha primeira postagem:

¨O meu pai se chama José. Não sei como o vovô Hiroiti e a vovó Shigueno escolheram esse nome. Não tive a curiosidade de saber no momento certo. É uma pena porque agora é tarde demais, eles já se foram. O que sei é que o Miguel Botelho, um fazendeiro da época, batizou o meu tio Miguel. E me chamo Nilson em homenagem ao médico mais conceituado de Santa Fé do Sul (SP), que é a cidade onde nasci. Ficamos na homenagem porque apenas dois da família Taninaga, a minoria, optou por carreira em biomedicina.¨

Logo abaixo da postagem é possível deixar comentários, estejam à vontade.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

VOAR, VOAR, VOAR e CONCRETUDE

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Sonhei muito que estava voando.
Não era bem um vôo, mas uma "queda livre".
Pulava do alto, no vazio e fazia uma parábola.
O final da parabola era um outro ponto alto.
A partir do novo ponto um outro pulo.
Ficava fazendo isso no sonho.
Amava fazê-lo e fazia.
Sem cansar.

Pulava sem medo pois sabia que não ia cair.
Pulava e descia vertiginosamente, como um raio.
A velocidade da queda era o impulso da subida,
e visando outros pontos altos ao redor.
Ganhava sempre novos pontos,
sempre acima do solo.

Na verdade não era a altura que me atraia,
o importante era o vôo.
Com ele o vento no rosto, a velocidade e o vácuo:
plenitude de paz e liberdade.
Gostava disso.
Amava.

Não sei porque mas esses sonhos terminaram,
agora o importante é a concretude.
Com ela as sensações, os discursos e as imagens:
no império dos sentidos.
Gosto disso.
Amo.

Tani
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domingo, 13 de janeiro de 2008

CICLO AVATÁRICO

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Trabalhei bastante para este inverno 08.
Não queria deixar a vida passar,
mas algumas já passaram e
outras, sei, passarão.
Eu passarinho.

Passarão pelo: frio e catástrofes.
Por Shiva e pelos Tempos
de ciclos terminais.
Eu passarinho.

Passarinho,
passar,
pas,
ps:

Tani
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Toyoura, onde tudo começou.


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Toyoura é uma pequena cidade que fica no estado de Yamaguchi, Japão.
É a partir dela que os meus avós paterno, Hiroichi e Shigueno, sairam quando imigraram para o Brasil.
Toyoura fica na região japonesa chamada Shikoku, cerca de 750 km de Tókyo, que fica na região Central ou Honshu.
Colocar Tókyo com centro do país é, de uma certa forma, natural. Natural a partir da Restauração Meiji, em 1868. Quando então ela, Tókyo, se firmou como a a maior e a mais moderna cidade da ilha, a capital do país.
Deslocando 750 km, fora dos limites dos 500 km ou de Tókyo, Nagoya e Osaka, vamos encontrar as cidades de Yamaguchi e Fukuoka.
E próximo da cidade de Shimonoseki vamos encontrar TOYOURA, ou a cidade "onde tudo começou". O ponto de partida da peregrinação de um ramo dos Taninaga rumo ao ocidente.


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