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Preparei uma superfície terrena de 1 metro x 70 cm de área, existe profundidade nela.
A superfície foi pensada para o agrião - Ag -, que tem me surpreendido bastante, mas como existe profundidade ela pode ser estendida para outros tipos de vegetais.
O Ag viveu por um bom tempo no Acqua, um meio essencialmente aquático. E o fez bem, saudável, superando obstáculos e contratempos. O seu crescimento foi fora do comum.
Uma parcela da sua velocidade de reprodução e crescimento deve ser creditado à circulação da água do Acqua, velocidade e circulação.
O Acqua mudou, o substrato que sustentava o Ag foi eliminado juntamente com o mesmo.
Não o perdi uma vez que foi transplantado na terra.
Percebi então uma outra característica no Ag, a de que ele é capaz de sobreviver na terra.
Daí a minha surpresa e a minha admiração por ele; ou pelo fato de ser capaz de sobreviver em ambientes diferentes.
Enfim, e aparentemente, o Ag não diferencia ambientes, uma vez que se mantém tanto na água como na terra. E a partir dessa descoberta é que direcionei o preparo do Espaço Subterrâneo - ES.
Ocorreu então uma nova mudança para o Ag, desta vez para o ES e espero ter acertado com ele.
Na verdade já faz um bom tempo que trabalho no ES.
A superfície natural, constituida por um terreno predominantemente vulcânico, resultado de erupções do Fuji, está acerca de 50 cm abaixo da atual superfície.
Ocorre que todo terreno a partir do atual nível foi retirado, sendo substituido por matéria orgânica e humus: que é a matéria orgânica já trabalhada por micro organismos.
Introduzi produtos químicos concentrados nesse nível, mas tive o cuidado de mantê-los localizado. Entendo que todo concentrado inorgânico é inibidor de vidas.
Na realidade o ES era somente um espaço como um outro qualquer.
Estava ocupado por vasos dos mais variados formatos e tamanhos, os quais reuni na área protegendo-os com um plástico grosso simulando uma estufa. A meta é superar os rigores do inverno 2007.
A partir daí surgiu a idéia de transformar este espaço no ES e, finalmente, a idéia de alocar a sua superfície para o Ag.
- O que ocorrerá com ele?... Não sei e agora não tenho mais acesso ao ES.
Farei questão de acompanhar os seus passos, mas de longe.
Ajustes finos onde achar que posso e devo ajustar serão realizados, não mais do que isso.
O Ag possui um passado.
De uma certa maneira o que foi condicionará o seu presente, mas não deterministicamente: ou o que foi, é e será sempre da mesma forma, criando uma sequência espaço temporal previsível.
Não, não está sendo assim.
Cruzei e preparei um ambiente para que uma nova história fôsse iniciada.
Alea jacta est.
O eixo, o centro, é a matéria orgânica.
- Quais seriam as razões deste centro?
Dentre outras propiciar o surgimento de vidas, à parte dos concentrados - adubos químicos, agrotóxicos etc.
Bactérias, anelídeos, insetos etc formariam um ecosistema subterrâneo tendo como ponto de apôio a matéria orgânica alocada.
Essa postura pode ser observada na prática, veja o link abaixo.
http://www.permacultura-bahia.org.br/policultura.asp#
Observe o que a Permacultura baiana está introduzindo no solo local, em uma das suas fotos é possível observar a utilização da técnica apresentada acima.
Enfim, recuperação da vida sistêmica.
Homem integrado à vida microorgânica, vegetal e animal, da qual está afastado.
Integração dos homens junto aos demais reinos da natureza.
Tani
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